Radiologia intervencionista

Ablação de nódulo de tireoide por radiofrequência em Porto Alegre

Tratamento minimamente invasivo para nódulos benignos que crescem, causam sintomas ou incomodam esteticamente. Sem corte, com anestesia local e alta no mesmo dia.

Resposta rápida

A ablação por radiofrequência usa uma agulha-eletrodo guiada por ultrassom para aquecer e destruir o tecido de um nódulo benigno da tireoide. É feita com anestesia local, dura em geral de 30 a 60 minutos e o paciente vai para casa no mesmo dia. Nos meses seguintes, o nódulo diminui de volume, e a tireoide continua funcionando.

O que é a ablação por radiofrequência

A radiofrequência é uma corrente elétrica de alta frequência que gera calor na ponta de uma agulha muito fina. Posicionada dentro do nódulo com ajuda do ultrassom, ela destrói o tecido de forma controlada, em pequenos segmentos, até tratar todo o volume do nódulo.

O tecido tratado não é retirado. Ele é reabsorvido pelo organismo ao longo dos meses, e o nódulo vai ficando menor. A maioria dos estudos relata redução de 50% a 80% do volume em um ano, com variação conforme o tamanho e a composição do nódulo.

A mesma técnica é usada há anos para tratar tumores de fígado, rim e pulmão. Na tireoide, ela entrou nas diretrizes internacionais como alternativa à cirurgia para nódulos benignos selecionados.

Para quem é indicada

  • Nódulo benigno confirmado por PAAF, em geral com duas citologias benignas ou uma com aspecto de baixo risco no ultrassom.
  • Sintomas de compressão: sensação de bolo na garganta, engasgo, dificuldade para engolir, tosse ou falta de ar.
  • Incômodo estético com um nódulo visível no pescoço.
  • Nódulo que cresce no acompanhamento com ultrassom.
  • Quem não pode ou não quer operar, por risco cirúrgico, idade ou preferência.

Passo a passo

Como é o procedimento

Você fica acordado o tempo todo e pode falar com a equipe. A voz é testada durante o procedimento como medida de segurança.

  1. Avaliação e preparo. Revisão do ultrassom, das citologias e dos exames de sangue, com orientações sobre medicamentos como anticoagulantes.
  2. Anestesia local. A pele e a cápsula da tireoide são anestesiadas. Não é preciso anestesia geral.
  3. Ablação guiada por ultrassom. A agulha-eletrodo é movida por todas as partes do nódulo, protegendo o nervo da voz, a traqueia e os vasos.
  4. Observação e alta. Compressa fria no local e observação por cerca de uma a duas horas. Você vai para casa no mesmo dia.
  5. Controle com ultrassom. Retornos em torno de 1, 3, 6 e 12 meses para medir a redução do nódulo.

Comparativo

Ablação ou cirurgia: o que muda

As duas opções têm indicações próprias. A cirurgia segue sendo o tratamento padrão para câncer de tireoide. Para o nódulo benigno, a escolha depende do tamanho, dos sintomas e da sua preferência.

Ablação por radiofrequênciaCirurgia (tireoidectomia)
AnestesiaLocal, paciente acordadoGeral
CorteSem incisão, apenas um ponto de punçãoIncisão no pescoço
InternaçãoAlta no mesmo diaEm geral, uma noite
TireoidePreservadaRetirada em parte ou totalmente
Reposição hormonalRaramente necessáriaNecessária após retirada total
Volta à rotina1 a 2 dias1 a 2 semanas
O nóduloDiminui de volume ao longo dos mesesÉ removido
Câncer de tireoideNão é a primeira opçãoTratamento padrão

Recuperação e riscos

Nas primeiras 24 a 48 horas pode haver dor leve e inchaço no local, controlados com analgésico comum. Complicações são pouco frequentes e, na maioria, transitórias: rouquidão passageira, hematoma pequeno ou alteração temporária da função da tireoide. Todos os riscos são explicados na consulta, antes de você decidir.

Quando a ablação não é a melhor opção

  • Nódulo com suspeita de câncer ainda não esclarecida.
  • Nódulo puramente cístico (com líquido): a primeira opção costuma ser a alcoolização.
  • Bócio muito grande que desce para dentro do tórax.
  • Distúrbio de coagulação não controlado.

Custo e cobertura

Quanto custa e se o plano cobre

Hoje, em geral, os planos de saúde não cobrem a ablação de tireoide, e o procedimento é particular. O valor inclui material descartável específico e estrutura de procedimento, e varia com o tamanho e o número de nódulos. Ele é informado por escrito depois da consulta de avaliação.

Dúvidas sobre a ablação

A ablação de tireoide dói?

O procedimento é feito com anestesia local, então a dor é pequena. Algumas pessoas sentem calor ou pressão no pescoço durante a aplicação, que passa quando a energia é interrompida.

O nódulo desaparece depois da ablação?

Ele diminui, mas em geral não desaparece por completo. A redução acontece aos poucos, ao longo de meses, e na maioria dos estudos fica entre 50% e 80% do volume em um ano.

Vou precisar tomar hormônio depois?

Raramente. Como a tireoide é preservada, a maioria das pessoas mantém a função normal e não precisa de reposição.

Preciso fazer PAAF antes?

Sim. A ablação é indicada para nódulos benignos, e a PAAF é o exame que confirma isso. Se você ainda não fez, a punção pode ser feita aqui.

Porto Alegre, RS · Avaliação em equipe

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